sexta-feira, 23 de abril de 2010

Maniçoba um Prato Típico Paraense Maravilhoso

Eu vim aqui compartilhar com vocês que eu estava desejando uma maniçoba a tempos, o Davi me faz ter desejos de comer apenas coisas boas, eu já tive que sair de casa e ir ao Outback, ou na lojinha paraense para tomar açaí, só quero tomar café no pão & Compania aqui de Copacabana, ou seja, os meus desejos são de comidas, não tenho desejos de doces.

Antes de continuar escrevendo sobre a maniçoba eu quero agradecer aos meus ilustres amigos ANTONIO e MARCIA e os pais do Antonio Claro, a Dona Aglair e o Dr Paulo que vieram lá de Belém e satisfizeram meu desejo hoje em pleno feriado, 23/04/2010 e trouxeram a minha marmitinha de maniçoba. Além disso, minha noite vai terminar no Teatro do Shopping da Gávea por que o casal me deu de presente um convite.

Eu quero dizer que amo vocês e eu e Davi agradecemos o carinho com a gente.


Sobre a maniçoba.. Quem gosta de feijoada, com certeza vai gostar de maniçoba e afirmo que MANIÇOBA é 1000 vezes mais gostosa que uma boa feijoada, quem já provou confirma o que digo.

A maniçoba traz, no seu preparo, a marca do preparo da comida dos índios da Amazônia. É um prato feito de maniva, que são as folhas da mandioca, moídas e cozidas por aproximadamente oito dias. No quarto dia de cozimento acrescenta-se artigos defumados como chouriço, toucinho, charque e outros. É servida com arroz branco cozido e encontrado nos melhores restaurantes e barracas de comidas típicas da cidade.

RECEITA

Ingredientes:

•3 kg de maniva moída (folha da mandioca-brava)

•1/2 kg de toucinho

•1/2 kg de carne-seca

•1/2 kg de lingüiça portuguesa

•1/2 kg de paio

•1/2 kg de lombo de porco

•1/2 kg de orelha de porco

•1/2 kg de rabo de porco

•Alho e pimenta-de-cheiro à gosto

manicoba

Preparo:

Num panelão com bastante água, coloque a maniva moída, ao fogo brando, por sete dias, apagando somente durante a noite. Mexa, de vez em quando, para que as folhas não grudem na panela e coloque água para que a massa não fique seca. Depois de três dias, acrescente o toucinho e deixe ferver por mais dois dias. No quinto dia, vá acrescentando as carnes salgadas já refogadas e deixe ferver por mais um dia inteiro. Após o sexto dia, corte o paio, o chouriço e a linguiça em rodelas. No sétimo dia, a maniçoba já está pronta. A maniva, que era verde, fica quase preta. Sirva com arroz branco e farinha de mandioca.


Espero ter deixado vocês com água na boca!

Beijos

Mantendo o Amor que nos Faz Fortes

Hoje eu estava pensando em todos os meus amigos e como é bom ter amigos!

Acredito em amizades sadias firmadas em Jesus. Michael W. Smith cantor gospel diz em uma de suas músicas: " Que o Senhor seja o Senhor da nossa amizade"

Fico extremamente feliz ao ver que, em um mundo como este onde o ódio parece crescer e a violência se multiplica, o amor ainda existe e segue contra a correnteza. Dessa forma, temos força para resistir através do poder deste amor que é Deus. Resistindo às agressões do mundo é que temos capacidade de amar o próximo, de ter um bom amigo, amá-lo e estar com ele em todos os momentos, sendo paciente e bom.

A amizade baseada no amor de Deus tem uma relação de humildade e os participantes dela não possuem motivos escondidos.

A biblia tem uma frase que diz: " O amor permanece para sempre" e aí podemos entender o que Debbie (Compositora cristã) escreveu sobre a amizade firmada no amor de Deus. Ela escreveu o seguinte: " Uma vida inteira não é tanto tempo para se viver como amigos"

Vamos manter em nossos corações este amor que nos faz fortes.

Beijos a todos,

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Para as Futuras Mamães e Papais, uma Dica de Outlet com Roupas de Bebês




Vim aqui dá Uma dica de um site de outlet nos Estados Unidos que vende roupinhas de bebê super baratas e que tem várias coisas lindas da carters, Ralph Lauren, OshKosh, dentre outras marcas. Podem comprar que é garantido! Eu comprei várias coisas lindas e chegou tudo perfeito. Comprei um sapato para o Davi da Ralph Lauren a menos de 20 dólares e body a 10 dólares. A qualidade nem se compara com muitas coisas que compramos por aqui, mas cuidado comprem um pouco de cada vez, por que vocês podem ser tributados.

Comprei algumas cositas que estão na imagem que vocês podem ver.

O site é esse: http://www.eoutlet4u.com/index.php?

Eles aceitam cartão internacional e paypal.

Espero que gostem da dica.

Beijos

sábado, 17 de abril de 2010

Comprei um TummyTub para o meu filhote Davi que vai nascer em Julho


Se a mamãe pudesse fazer um único pedido especial nos primeiros meses de vida de um bebê certamente ela desejaria saber o que aquele choro incessante quer dizer, ou seja, por quê o bebê chora tantas vezes. Uma das explicações discutidas por especialistas do mundo todo é que o bebê, quando desenvolve sua memória a partir do sexto mês de gestação, fica acostumado ao ambiente do útero materno: protegido, aquecido, meio aquático e escuro.

Quando a mãe começa a dar banho no bebê, a água em contato com a pele ativa sua memória e ele percebe que está em um ambiente claro, pouco aquecido e que não está na posição que ele estava acostumado ficar (fetal) enquanto no útero da mãe. Assim, os bebês, na sua maioria, enrijecem os bracinhos e perninhas, movimentos incentivados pelo sistema nervoso central, ligado diretamente ao intestino. Esses movimentos geram contrações e descontrações do intestino, ocasionando cólicas nos bebês algum tempo depois do banho.

E foi pensando em transmitir ao bebê uma transição tranqüila do útero da mãe para o mundo que nasceu o Tummy Tub.

Desenvolvido por Holandeses, o TummyTub é uma banheira terapêutica especialmente elaborada para bebês recém nascidos até os 06 meses de vida. Os bebês, dentro do TummyTub, adaptam-se facilmente à posição fetal e permanecem calmos e relaxados. O plástico usado é transparente, para facilitar a visualização do bebê. O TummyTub não é tóxico e é reciclável. Não existem arestas cortantes, a sua base é anti-derrapante e na parte inferior há um centro de gravidade que permite grande estabilidade e segurança. O fato de ser um reservatório de reduzidas dimensões permite poupar água e energia, mantendo-a quente durante cerca de 20 minutos. Mesmo quando está cheio é fácil de transportar, não só pelo seu reduzido peso, mas também porque têm alças ergonômicas.

O TummyTub é produzido com matéria-prima de alta qualidade, aprovado pelo FDA – Foods & Drugs Administration, uma das mais respeitadas agências de proteção ao consumidor do mundo, e ainda tem o selo de qualidade TUV, da multinacional alemã TÜV Rheinland Group, um dos melhores selos de certificação internacional.

Tudo isso faz o TummyTub a melhor opção para banho do bebê na opinião de mamães de todo o mundo que já comprovaram os resultados terapêuticos da banheirinha mais famosa do mundo.
Maiores detalhes no site: http://www.tummytub.com.br/

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A Teoria do Caos e a Vida Cotidiana

Autora: Salete Souza de Oliveira
Artigo escrito para a Revista Vida Simples/Editora Abril



A eternal batalha entre a ordem e a desordem, a harmonia e o caos, figura em tantos mitos da criação, e em tantas culturas. Na teologia do antigo testamento, “A terra era sem forma e vazia, e as trevas cobriam o abismo”. Na Grécia antiga, o caos era um vazio abissal .

Caos nem sempre é uma coisa ruim no sentido de pura desordem. O que o matemático James Yorke estava querendo dizer quando tomou este termo emprestado em 1975, era desordem ordenada - um padrão de organização existindo por trás da aparente casualidade. E isso é uma coisa muito boa. Na ciência o caos não tem as mesmas conotações que teria no uso cotidiano. Confira o que diz o dicionário: Caos, s.1. A matéria desordenada e sem forma que existia antes do universo ordenado. 2. Completa desordem, absoluta confusão.

O significado a seguir foi proposto em uma conferência internacional sobre caos, patrocinada pela Royal Society de Londres em 1986. 3. (mat) Comportamento estocástico que ocorre num sistema determinístico. Em outras palavras, O caos é, “Comportamento sem lei, inteiramente governado pela lei.”Será que é possível aplicar a teoria do caos a vida cotidiana? Façamos algumas reflexões.

A ciência descobriu que sistemas que obedecem a leis imutáveis e precisas nem sempre atuam de forma previsíveis e regulares. Leis simples podem não produzir comportamentos simples e vice-versa. Um quarto de um jovem pode ser totalmente desorganizado do ponto de vista dos pais, ou da pessoa que tenta arrumá-lo, mas certamente não é para o jovem. Se perguntarmos por qualquer item que se encontra no quarto, o jovem certamente saberá onde se encontra. Uma estante organizada por autor é caótica para quem está acostumado a organizar seus livros por assunto.

O relógio simbolizou, para muitos autores, a ordem do universo. Seus movimentos são totalmente previsíveis. Para saber como funciona um relógio, basta desmontá-lo e compreender como suas peças se encaixam. Da mesma forma, para compreender o mundo no qual vivemos bastaria desmontá-lo, descobrir como funcionam suas partes e tudo se revelaria, ou seja, seríamos capazes de prever o comportamento do mundo daqui a alguns segundos, minutos horas e anos.


Para demonstrar a crença na determinação, característica da ciência clássica, podemos imaginar o transito de uma cidade. Imaginemos que o departamento de transito saiba todas as informações sobre o transito: o mapa da cidade, o tempo de todos os semáforos, a média de velocidade de cada carro, a origem e o destino de todos os carros, o tempo de partida. Diante de todos esses dados e, com um computador potente o bastante, seria possível prever todas as situações possíveis e manter o transito perfeitamente ordenado, sem engarrafamentos, porém se analisarmos de forma ampla notamos que existem ainda outras condições que não foram inseridas no programa, como por exemplo, um único motorista que se distrai olhando para algum evento pode provocar um acidente, que provocará outro acidente e assim sucessivamente. No final teremos um engarrafamento.

Nesse ponto vem o que podemos chamar de controle da história. As vezes achamos que fazendo tudo certinho e ordenado teremos controle do nosso futuro e de nossa história, mas este exemplo do trânsito nos mostra que um motorista desatento, pode causar a morte de um outro totalmente metódico e ordenado no trânsito e aí nos vem uma outra idéia de dependência de fatores externos para determinados acontecimentos, ou dependência das condições iniciais.

Lorenz descobriu algo surpreendente: pequenas mudanças ou pequenos erros em determinadas variáveis produziam efeitos tremendamente desproporcionais num determinado sistema. Para um período de uns dois dias, elas mal faziam diferença; mas extrapolando-se para um mês ou mais, as mudanças produziam padrões completamente diferentes. Lorenz chamou sua descoberta de "efeito borboleta", tirado do título de artigo que ele publicou em 1979:

"Previsibilidade: pode o bater de asas de uma borboleta no Brasil desencadear um tornado no Texas?" Em outras palavras: fatores insignificantes, distantes, podem eventualmente produzir resultados catastróficos imprevisíveis?

A maioria dos sistemas não pode ser determinado em decorrência da chamada dependência sensível das condições iniciais, ou efeito borboleta. Parece brincadeira, mas não é. Fenômenos em que um pequeno fator provoca grandes transformações são mais comuns do que se pensa. Os jornais têm anunciado casos de pessoas que, em decorrência de um pequeno atraso na hora de sair de casa, perderam o ônibus, o que levou a um atraso. No final não conseguiram pegar o avião, e o avião caiu. Um segundo de atraso foi a diferença entre a vida e a morte para essas pessoas.



Em termos filosóficos, a Teoria do Caos nos dá uma interessante perspectiva a respeito do destino. O destino existe? Essa questão tem inquietado pensadores desde a origem da humanidade. A ciência clássica, com seu determinismo, dava abertura para a aceitação do destino, pois todos os acontecimentos já estavam previstos.

A Teoria do Caos, por outro lado, propõe também uma idéia de destino, ou seja, há uma determinação, até o ponto em que um efeito borboleta incida sobre o sistema. Em termos filosóficos, podemos dizer que o destino existe, mas nós o modificamos toda vez que fazemos determinadas escolhas que vão influenciar o futuro. Visualmente, isso pode ser imaginado como uma estrada com diversas bifurcações. A cada bifurcação, a escolha daquele que caminha, muda o caminho e, portanto, o seu destino. Note que existem muitos comportamentos futuros de sistemas físicos que podem ser previstos, pois os cientistas conhecem as equações e variáveis que influenciam no comportamento futuro do sistema. Eu mesma fiz um modelo matemático de uma coluna de aço e pude prever o comportamento daquela coluna de aço após o carregamento e após determinadas condições iniciais impostas. Após levar uma coluna semelhante a um laboratório. O comportamento que foi modelado aconteceu na realidade.

Quando você cria algo, você é capaz de modelar o sistema e determinar o comportamento desse sistema de acordo com sua equação e algumas condições iniciais impostas, mas existem sistemas que podem ter infinitas condições iniciais, imagine em relação a cada um de nós é impossível. Existem condições iniciais imposta sobre nós desde o nosso nascimento e em cada condição imposta o futuro essencialmente depende delas.

Na área da comunicação, essa teoria tem sido usada para descrever filmes e programas de televisão que apresentam características caóticas. Um exemplo recente é o filme Cidade de Deus. Nele podemos encontrar todas as características da comunicação caótica: fatos fragmentados, muita informação em pouco tempo, padrões estéticos complexos, dependência sensível das condições iniciais, padrões mais complexos à medida em que nos aprofundamos nos fenômenos e na vida dos personagens.. A Dependência sensível das condições iniciais pode ser percebida, no filme Cidade de Deus, por exemplo, no momento em que o personagem Busca-pé tenta praticar um assalto. O fato do assalto dar errado vai evitar que ele entre no mundo do crime e, portanto, molda o seu destino. Como esse, há vários outros Efeitos Borboletas no filme.

As vezes achamos que podemos controlar o futuro e que ele pode ser da forma que idealizamos e tentamos fazer tudo de forma controlada e ordenada em todas as áreas de nossa vida, não estou dizendo para deixar a vida nos levar, mas estou dizendo que não temos controle do futuro e nem do que pode nos acontecer, por que não conseguimos nos ver como um todo, pois existem muitas variáveis que influenciarão o nosso futuro, variáveis externas, condições impostas que muitas vezes nem dependem de nós e quando nos conscientizamos disso vemos o quão limitados somos.

Referências Bibliográficas



Stewart, I. (1991), “Será que Deus Joga Dados? A Nova Matemática do Caos”, Jorge Zahar Editor.





Thompsom, J. M. T & Stewart, H. B. (1986), “Nonlinear Dynamics and Chaos”, John Wiley & Sons, Chichester.





Danton, Gian. A Teoria do Caos. Macapá. 2002





Buffoni, S.S.O. Instabilidade Paramétrica de Colunas. Dissertação de Mestrado. PUC-Rio. 1998

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Tomei o Último Tacacá Antes de Retornar ao Rio.


Prezados,

Enfim as minhas férias estão chegando ao fim, mas o bom é que aproveitei bastante e pude rever a família e principalmente tive a alegria de conhecer a minha segunda sobrinha a Eduarda que é filha do meu irmão Daniel e cunhada Rose. Ela é linda! É a mais nova sensação da família.

Enfim, depois de comer todas as iguarias do Pará durante o mês de dezembro, hoje eu tomei meu último Tacacá.

Para quem não sabe...

Tacacá é uma iguaria da região amazônica brasileira, em particular do Acre, Pará, Amazonas, Rondônia e Amapá. É preparado com um caldo fino de cor amarela chamado tucupi, sobre o qual se coloca goma, camarão e jambu. Serve-se muito quente, temperado com sal e pimenta, em cuias. O tucupi e a tapioca (da qual se prepara a goma), são resultados da massa ralada da mandioca que, depois de prensada, resulta num líquido leitoso-amarelado. Após deixá-lo em repouso, a tapioca fica depositada no fundo do recipiente e o tucupi, na sua parte superior.

Sua origem é dos indígenas paraenses e, segundo Câmara Cascudo, deriva de um tipo de sopa indígena denominada mani poi. Câmara Cascudo diz que “Esse mani poí fez nascer os atuais tacacá, com caldo de peixe ou carne, alho, pimenta, sal, às vezes camarões secos.

Serve-se em cuias. Coloca-se primeiramente um pouco de tucupi e o caldo da pimenta-de-cheiro com tucupi. Acrescenta-se a goma e arranjam-se os ramos do jambu de modo bem distribuído. Colocam-se os camarões e acrescenta-se mais tucupi até quase completar a cuia.

Toma-se o tacacá – não se diz comer, nem beber – levando-se os lábios até a cuia, sorvendo em pequenas quantidades o tucupi , misturado com a goma. Tradicionalmente não se usa nenhum instrumento para tirar o camarão ou o jambu, usa-se a ponta dos dedos; mas por ser mais prático, adota-se atualmente o palito de madeira.

O jornalista paraense Raymundo Mário Sobral ressalta porém que “é no tacacá que se conhece o paraense. O legítimo jamais cometerá o sacrilégio de tomar tacacá com o auxílio de solerte palitinho”.

Dado que esta iguaria é servida muito quente, passou-se a usar uma pequena cesta na base da cuia - provavelmente a partir da década de 1990 - para proteger as mãos de quem consome o tacacá.

É habitual consumir-se o tacacá no final da tarde, em via pública, nas tradicionais tacacazeiras. Não é comum servir-se este prato nas refeições principais.

Bibliografia

Wikipedia

CASCUDO, Câmara Luís da. História da alimentação no Brasil. São Paulo: Global, 2004. 954 p. (1ª ed.: Companhia Editora Nacional, 1967).

CULINÁRIA amazônica: o sabor da natureza. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2000. 150 p.

ORICO, Osvaldo. Cozinha amazônica: uma autobiografia do paladar. Belém: Universidade Federal do Pará, 1972.